Pautas para compreender as análises ao sangue

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A maior parte das pessoas temos uma grande lacuna no que diz respeito à nossa saúde: compreender os resultados das análises de sangue.
Por isso, no Best Doctors queremos oferecer algumas pautas que ajudem a compreender o que significam todos aqueles termos médicos e os valores que cada um deles apresenta, para que possa conhecer melhor o seu organismo e detetar os sinais de alerta que este envia.

Os termos mais comuns, um a um

HEMOGRAMA
Hemácias (glóbulos vermelhos):
Valores normais: 3,8 – 5,4 X 10 6/ul (sendo 1 000 ul = 1 ml).
Níveis altos: insuficiência respiratória, altitude ou tabagismo.
Níveis baixos: pode ser sintoma de anemia.

Leucócitos (glóbulos brancos): 4.500-10.600/ml.
Defendem-nos contra as infeções.
Níveis altos: podem produzir-se devido ao uso de fármacos como a heparina ou a algumas infeções.
Níveis baixos: alguns antibióticos.

Hemoglobina: 12-16 g/dl
Proteína das nossas hemácias que fixa o oxigénio e o anidrido carbónico para o transportar através da torrente sanguínea. Os seus valores estão associados aos dos glóbulos vermelhos.

CVM: Volume corpuscular médio: 80-97 fl. (tamanho das hemácias).
Nível alto: tamanho excessivamente grande, que pode dever-se à falta de vitamina B12.
Nível baixo: pode dever-se à falta de ferro.

Hematócrito: 35-47%. Relação entre líquido e células no sangue.
Nível alto: diarreias, queimaduras ou produção excessiva de hemácias.
Nível baixo: anemia ou hemorragias.

Plaquetas ou trombócitos: 140-400 X 103/ul. Encarregam-se de “fechar” as nossas feridas. Níveis alterados podem estar relacionados com infeções, hemorragias, inflamação do baço, etc..

BIOQUÍMICA

Bilirrubina: 0-1,1 mg/dl. Valores altos deste pigmento podem ser sinal de pedras na vesícula ou problemas hepáticos.
Creatinina: 0,4- 1,2 mg/dl. Níveis mais altos podem indicar pedras nos rins ou problemas renais.

Glucose: 70-110 mg/dl. Por cima dos 200 mg pode revelar um paciente diabético.

Gorduras:
Triglicéridos: 35-135 /dl;
Colesterol total: 120-220 mg/dl.
HDL-colesterol (o que conhecemos como “bom”) 30-100 mg/dl
LDL colesterol (o “mau”): 60-130 mg/dl.

O excesso de colesterol no nosso organismo representa um risco, já que este agarra-se às paredes arteriais reduzindo a mobilidade do sangue, o que pode derivar num enfarte.

Ureia: 10-40 mg/dl.
Nível alto: insuficiência renal, desidratação ou em pessoas com a musculatura muito desenvolvida.
Nível baixo: em pessoas com pouca massa muscular.

Ácido Úrico: 3,4-6 mg/ dl. Produto residual da metabolização do nitrogénio do nosso organismo.
Nível alto: após fazer exercício, por excesso de alimentos ricos em proteínas como o marisco, a carne ou o peixe azul. Em alguns casos pode indicar a presença de tumores.

Transaminasas: enzimas situadas no fígado, coração, pâncreas e cérebro.
GGT (Gamma-glutamil traspeptidasa): 11-50 U/L (unidades/litro)
GOT (glutamicooxalacética): 0-37 U/L
GPT (gultámico-pirúvica) 0-41 U/L.
Nível alto: pode ser um reflexo da destruição de tecidos: hepatite, enfarte de miocárdio, etc.

Fosfatasa alcalina: 35-110 U/L. Enzima que se encontra nos ossos, fígado ou intestino. Valores anormais podem dever-se a inúmeras causas.

Ferro: 70-140 mg/l.
Nível baixo: pode indicar anemia.

Ferritina: 15-200 ng/ml. Ferro que se armazena no nosso organismo. Os seus resultados estão diretamente ligados aos do ponto anterior.

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